"No quinto álbum solo (tem outros sete em parceria com Patricia Lobato), inspirado na poética de Guimarães Rosa e Manoel de Barros, o compositor mineiro aprofunda o aspecto telúrico de sua música. Praticamente todas as faixas começam com sons de águas e de pássaros. A natureza e o homem da terra são também os temas da maioria, como em No rabo do vento, Paisagem, Andarilho. Feito com voz, violão, vibrafone, percussão e a voz de Patricia em quatro canções, é um trabalho que exala energia positiva. Sintetizando, é um disco para pessoas que gostam de música contemplativa, zen, quase religioso no sentido amplo do termo. Renato Motha observa e filosofa.
Zero Hora / Segundo Caderno / Sábado, 14 de Março de 2015.
Juarez Fonseca
“Menino de barro”, CD que me sequestrou no fim de 2014 com sua “bossa zen-mineira”.
Com momentos de epifania, é um disco contemplativo, para horas quietas e profundas, tão necessárias. Chegou aos meus ouvidos nesta penúltima semana de 2014, e abre a lista de melhores do ano.
Antônio Carlos Miguel (crítico musical e jornalista) - G1 Música - janeiro / 2015
"Com belas composições e a ajuda de sua amada Patricia Lobato, o cantor e compositor mineiro Renato Motha nos presenteia com um recorte poético da calmaria que é a vida no campo. Uma levada branda, cordas, sopros e os sons da natureza fazem de ‘Menino de Barro’ um disco agradabilíssimo."
Embrulhador (os 100 melhores da música brasileira em 2014) por Ed Félix (crítico musical e jornalista) - janeiro / 2015
Renato Motha é puro talento
Seja como compositor, seja como intérprete, Renato Motha faz um trabalho primoroso. Acabo de receber e ouvir Menino de Barro, seu décimo segundo disco. Destes, sete foram em parceria com Patrícia Lobato, outro talento indiscutível.
Synésio Júnior (jornalista e radialista) 16 de Dezembro de 2014
"menos é mais" (entrevista de Motha para o Jornal Estado de Minas)
“Esse é um disco de canção brasileira, sobretudo em sua poética, com elementos característicos da música mineira. Desde 2009, quando me mudei para o campo, passei a valorizar mais o silêncio, o vazio, o simples, o lúdico. Junto disso, tem o trabalho que faço com mantras indianos, paralelamente ao da música brasileira, que também traz esses valores para a minha compreensão atual da música. Daí o disco ter esse tom intimista, esse toque minimalista, com aquele menos que, hoje, para mim significa mais”, diz ele.
As músicas dessa última leva começaram a ser escritas de cinco anos para cá. Inspiraram Motha não apenas versos de Rosa, mas também Carlos Drumond de Andrade e Manoel de Barros. “As letras, feitas de poesia, falam sobre a infância, o romance, a nossa relação com a vida natural e os planos mais sutis. De maneira geral, é um disco sobre uma forma mais humanizada e harmoniosa de estar no mundo”, conta.
Eduardo Tristão Girão - EM Cultura Publicação:30/09/2014
"É curioso dizer isso, mas esta cantora mineira provavelmente é mais ouvida no Japão do que no seu próprio país. Em seu primeiro álbum solo, a bela Patricia Lobato está novamente ao lado de Renato Motha, parceiro de longa data, que assina a produção e os arranjos do trabalho. As faixas que compõem Suspirações também levam a assinatura de Motha, que musicou poemas da escritora Malluh Praxedes com uma abordagem interessantíssima sobre o universo feminino contemporâneo. Patricia aproveita muito bem o repertório, escolhido especialmente para seu timbre leve e sedutor. Versos românticos e lascivos numa atmosfera jazzística fazem de Suspirações um disco requintado e indispensável. O Brasil precisa conhecer Patricia Lobato."
Embrulhador (os 100 melhores da música brasileira em 2011)por Ed Félix (crítico musical e jornalista) - janeiro/2012
“Agora é que são elas” – o disco solo Suspirações, de Patricia Lobato, em que interpreta composições de Renato Motha com letras de Malluh Praxedes, é de um requinte raro no mercado fonográfico mineiro.
Nome em evidência na cena musical mineira desde que estreou em 1992 com o LP Brasileiro, Renato Motha é autor de canções sofisticadas que ainda carece ser descoberto pelas cantoras brasileiras. Enquanto isso não ocorre, ele vai provando que tem capacidade para ir sempre adiante.”
Ailton Magioli – jornalista Estado de Minas – 07/11/11